04 outubro 2011

TIRANDO DÚVIDAS





                                     Carta de Divórcio:

A Carta de Divórcio é um documento legal, que dissolve os laços matrimonias, também chamada de Carta de Repúdio , origina-se do gr. Apoluo que sig. Soltar( Mt. 18.27: At. 26.32), libertar ( Mt. 27.15-26), despedir (Lc. 14.4; At.15.30; Mt. 14.15-23), deixar (Mt. 1.19 ) , repudiar (Mt. 5.32; Lc. 16.18).
Repudiar sig. divorciar e era aceito pelos judeus. Se o divorcio era causado pela fornicação ( Pecado que era visto com bastante seriedade pelo povo de Deus), então o ato de repudiar era legal, cristão e sancionado por Cristo. A Carta torna o compromisso nulo, passando o estado da pessoa  a ser como antes do casamento ( Dt. 24.1-4).
Nos tempos , em que Cristo esteve como homem na terra, em Jerusalém existia uma grande controvérsia entre duas escolas , à HILELL e a SHAMMAY . A primeira permitia que o divórcio fosse liberado por qualquer motivo e a Shammay aceitava-o só em caso de fornicação, palavra que vem do gr. Ponéia ( que se refere a todo tipo de relações sexuais ilicitas) Como: abuso sexual, adulterio, prostituição ,perversão, agressão sexual e etc.
Notemos que, alguns fariseus fizeram a seguinte pergunta a Jesus: “Se era lícito se divorciar por qualquer motivo?( Mt. 19.3). E não se divorciar por causa da fornicação que era legal. Pois os judeus rabinos anularam a lei em Dt. 24.1-4 e passaram a permitir o divórcio por motivos frívolos tais como: comida mal temperada;sair a rua, conversar alto demais;cabelo solto ou despenteado e etc.
Observando a resposta de Jesus(Mt. 19.4-9) à aqueles homens conhecedores da lei, que a maior razão pela qual Moises criou esta claúsula( dt. 24.1), não era apenas o motivo da fornicação, mas principalmente pela dureza de corações (v.8). A liberação da Carta de Divórcio evitaria que a vítima que não suportasse as consequencias de tal erro e não tivesse um coração disposto a aceitar e perdoar seu conjugue, se tornasse um agressor .
Moisés percebeu que se não permitisse, muitas mulheres seriam vítimas de uma violência velada em seu próprios lares, sofrendo privações por parte dos maridos descontentes, já que naquela época o direito de divorciar-se era apenas dos homens. Embora ,atualmente homens e mulheres passam a ter os mesmos direitos( I Co. 7.2-5; 27.40; Gl. 3.28; Cl. 3.11)
No mesmo v.8 ,Jesus declara que no principio não era assim, referindo-se ao primeiro casal “Adão e Eva” , que mesmo depois de tantas intemperies no casamento ,permaneceram juntos.
A vontade de Deus para o casamento é que seja vitalicio , que cada conjugue seja único até que a morte os separe. Quando Jesus censura o divórcio nos v. 8 e 9 , Ele não estava se referindo ao divorcio por fornicação ( adulterio ou outro tipo de imoralidade sexual) mas ao divorcio por qualquer motivo.
Mesmo por porneia, a vontade de Deus é que o casal se perdoem e continuem juntos, mas se o coração do conjugue ofendido não supera o trauma, então lhe é permitido a Carta de Divórcio.
No AT, em caso de porneia se determinava a dissolução do casamento com a execução das duas partes culpadas( Lv. 20.10; Ex.20.14; Dt. 22.22) Isto evidentemente deixaria o conjugue inocente livre para casar-se de novo. Vamos esclarecer a Lei em Dt. 24.1, onde existe o termo “ Coisa indecente “ em outras traduções “coisa feia”, vem do heb. Ervah que significa vergonha ou nudez . Origem do termo arah que significa desnudar; esvaziar; destituir, descobrir, tornar nu, destapar. A ideia é que de se descobrir ou destapar algo na esposa que não era conhecido pelo marido . Sendo algo de natureza vergonhosa , desapontamento ou extremo desgosto.vejamos varias traduções para coisas indecentes:
1.young – qualquer tipo de nudez;
2.rotherham- qualquer assunto de vergonha;
3.peshitta – alguma evidencia de prostituição;
4.berkeley- algo inadequado nela;
5.moffatt- achá-la indecente de alguma forma;
6.septuaginta- achar algo inconveniente;
7.feuton- achar caracteristicas repulsivas.

Todas as traduções parecem indicar sérios pecados morais. Em qualquer que seja a ideia, esta claro que o divorcio não foi ordenado, mas permitido devido a causa principal “ A dureza de coração”.
Se, se referisse ao pecado declarado em Dt. 22.13.21, a primeira lei demandava a  pena de morte.
Então Moisés como lesgilador , tenha percebido que se esta primeira lei fosse cumprida na integra , causaria frequentes execuções por causa da extrema frouxidão moral entre os judeus. Sendo assim em suas alterações permitiu tb que a esposa se tornasse limpa fazendo um solene juramento ( um teste ) em caso de dúvida do marido ( Nm. 5.11-31), e em outros casos permitindo que o marido despedisse sua esposa por conta própria, sem levá-la a julgamento( Mt. 1.19)
Já sob a Nova Aliança, os privilégios do cristão não são menores. .Embora o divórcio seja uma tragédia, a infidelidade conjugal é um pecado tão cruel contra o conjugue inocente que este tem o justo direito de pôr termo ao casamento mediante o divórcio. Neste caso ele ou ela está livre para casar-se de novo com um crente ( I Co. 7.27,28 ).
 No NT o divórcio passou a ser permitido no caso da  Fornicação( porneia) ( Mt. 5.32 ). Corações duros (Mt. 19.8-9),  Facilmente compreendido observando as implicações em  Pv. 2.16-20;6.24-26;7.5-23;9.13-18;Ef.4.24; Gl. 5.24.
E tambem em caso de apartar-se por causa de Cristo e do evangelho ( I Co. 7.12-15).


Bom Saber :

- “ Todo adulterio é fornicação, mas nem toda fornicação é adultério”

Vejamos: Fornicação na Bíblia:

  1. Adulterio de casados e solteiros- Mt. 5.32,19.9;I Co. 7.2; 10.8; I Ts.4.3 Ap. 9.21;
  2. Incesto ( I Co. 5.1; 10.8 )
  3. idolatria em honra a idolos – II Cr. 21.11; Is. 23.17: Ez. 16.15;
  4. Prostituição física – Jo. 8.41; I Co. 6.13-18 ;
  5. Prostituição espiritual – Ez. 16.15, 26, 29;
  6. Sodomia e prostituição masculina- I Co. 6.9-11; Jd. 6-7; Hb. 12.16; Rm. 1.24-29; Gl. 5.19; Ef. 5.3; Cl. 3.5.


Conclusão :

 Seguindo a vontade soberana de Deus entendemos que o casamento é uma instituição insoluvel sob sua ótica. Porem em sua imensa misericordia Ele que nos conhece muito bem, conhece nossas limitações,  nos dar a chance de escolher,  de usar-mos o nosso livre arbitrio, deseja que entendamos que agora sob a Nova Aliança temos uma grande vantagem sobre os servos dos tempos antigos, Hoje somos sua morada, templo do Espírito santo de Deus( II Co. 6.16), portanto pessoas portadoras de uma graça imcomparavel, capazes de perdoar e acreditar nas mudanças e transformações que só o seu espírito poderá fazer( II Co. 3.18). Vale a pena acreditar, Deus é nossa tesmunha( Ml. 2.14 ), esteve, está e sempre estará presente em cada Cerimônia Matrimônial. Ele é o maior interessado em que cada casamento seja para toda a vida.



Pesquisas: Bíblia de estudo pentencostal; Bíblia de estudo Deik; Dicionário Almeida.

Redação e digitação : Pra. Heliana Gomes


2 comentários:

Antonio Nova Terra disse...

Deus continue os abençoando mais e mais, essa igreja é uma benção!

Anônimo disse...
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